terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vamos calcular???


Imaginamos uma INSTITUIÇÃO DE ENSINO.


Apresentando o caso:
  • 1 pacote com 500 folhas tamanho A4 tem, aproximadamente, 3kg de papel;
  • Imaginamos que em uma biblioteca, aproximadamente 500 alunos retiram/renovam/entregam livros em apenas 1 dia. Gerando uma impressão (1 folha) para cada ação dessas;
  • Esses números equivalem a 1 pacote de folhas A4 por dia. O que resulta em um gasto semanal de 5 pacotes de folhas.
  • 5 pacotes de folhas equivalem a 15kg de papel;
  • Em 1 mês, serão gastos 60kg de papel;

Lado ambiental:
  • Cada árvore produz 50 kg de papel;
  • São necessários 100 mil litros de água para produzir 1000 kg de papel;
  • Logo, se economizarmos as impressões desnecessárias (os 60 kg de papel), pouparemos 1 árvore e 5mil litros de água por mês.
  • No ano, teremos poupado 12 árvores e 60 mil litros de água.

Lado econômico:
  • 1 pacote de 500 folhas de papel A4 custa aproximadamente R$ 14,00.
  • Se são gastos 20 pacotes/mês, teremos um total de R$ 280,00.
  • No ano, serão gastos R$ 3360,00 em papel.
  • Com a economia de impressões desnecessárias, esse valor poderá ser aplicado em outras áreas da instituição.

São questões interessantes a serem pensadas.
Como sempre repetimos: “Pequenas ações podem gerar grandes mudanças!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ajude o Greenstation a diminuir o uso desnecessário de papel

O Desafio

Bom, para quem não sabe, o Grupo Santander lançou um Desafio de Sustentabilidade.
O Santander desafia os universitários a enviarem idéias de sustentabilidade que possam ser aplicadas em suas universidades e em outras instituições de ensino e sociedade.
Nesse contexto, a idéia do Greenstation e diminuir o uso desnecessário de papel.
Como fazer isso?!
Nossa proposta é aplicar ferramentas online (imaginem sites e portais) que manipulem documentos, autenticando-os e tornando fácil o acesso de todas as partes interessadas. Nas universidades, as partes interessadas são o corpo docente, os universitários e claro, os funcionários da instituição.
Muito complicado?! Não!!!
Já parou para pensar:
  • Quantas cópias de material de aula você gerou?
  • Quanto gastou de energia imprimindo um número elevado de cópias?
  • Quantos comprovantes de retirada/entrega de livros lhe é entregue nas bibliotecas?
  • Quantos relatórios internos, tanto de grupos de trabalho como de escritório, utilizando apenas um lado da folha foram gerados?
  • Quantas vezes você utilizou e-mail para fazer confirmação de algum documento?
  • Ou melhor... você sabe que existe e que é extremamente útil a utilização de e-mail?
 Em muitas universidades o uso de plataformas de EaD (Ensino a Distância), como o Moodle, ajuda na redução de consumo de materiais impressos. Além de ser ecologicamente correto, o suporte a manipulação dos arquivos de aula tornam a vida do aluno muito mais prática, pois ali ele terá total poder para gerenciar as aulas que foram dadas (slides, exercícios etc) e também se comunicar com colegas, a fim de estruturar trabalhos em grupo. Outros pontos interessantes são o envio das confirmações de eventos, transação em biblioteca e outras ações são enviadas por e-mail. O aluno lê e valida e se necessário consegue imprimir (vejam bem... SE REALMENTE NECESSÁRIO).
Parece besteira?! Mas não é.
Se cada um fizer pequenas ações (e realmente são ações extremante simples de se fazer) como estas, diminuindo o uso de papel, estará contribuindo com um grande grupo na preservação de dezenas de árvores e milhares de litros de água.
E ainda melhor, se conseguirmos implantar essas ações nas universidades, onde todo movimento de mudança inicia, logo logo a sociedade estará acatando a idéia. É uma boa oportunidade de transformarmos o mundo em que vivemos um lugar melhor para as próximos gerações e, porque não, para nós mesmos.


A ajudinha

Para que possamos implantar essa idéia, é necessário que nosso grupo vá adiante no Desafio Santander.
Contamos então com sua ajuda.
Para colaborar é simples:

1) Acesse o endereço http://www.caminhoseescolhas.com.br/votacao.aspx 
2) No campo  de pesquisa digite a palavra "autenticação" e clique em "pesquisar", como mostra a figura abaixo:

3) Após efetuada a pesquisa, aparecerá um campo com o perfil do nosso grupo, o Greenstation. Para nos ajudar bastar clicar quem "Curtir", ao lado direito da tela, e digitar as letras que aparecerão. Veja imagem abaixo:


4) PRONTO!!! Você ajudou o Greenstation a ir em frente com sua idéia de tornar o mundo um lugar mais sustentável. 

sábado, 23 de outubro de 2010

Muito além da TI verde

Participar das ações de sustentabilidade e criar projetos de preservação para outras áreas são iniciativas que geram grande visibilidade à carreira do CIO dentro e fora da companhia 

Empresas de todo o mundo estão, neste momento, investindo em ações de sustentabilidade e esta é uma excelente notícia para a carreira dos CIOs. Afinal, estar à frente de iniciativas ligadas ao meio ambiente pode render uma ótima visibilidade dentro e fora da companhia e a valorização do passe do executivo de TI. Soluções de impacto ambiental, dizem os especialistas, devem começar com um bom business case, que tenha como foco custos, benefícios e análise de riscos. Qualquer semelhança com projetos de TI não é mera coincidência.

Por isso, além da preocupação natural de tornar a área de tecnologia mais verde, as grandes empresas esperam que seus CIOs contribuam mais com as outras áreas, para difundir a importância de investir em projetos ambientais. “Sustentabilidade, responsabilidade social e TI verde ganham cada vez mais destaque nas estratégias corporativas e os gestores de tecnologia devem ter em mente que isso é muito mais do que trocar equipamentos”, diz Eduardo Petit, sócio-diretor da Max Ambiental, especializada em iniciativas que promovem o desenvolvimento sustentável. 

Muitas vezes o CIO tem boas idéias para sugerir, mas não sabe por onde começar. “Um bom caminho é criar um projeto piloto que apresente os problemas e as soluções de maneira prática. Trazer cases de sucesso de outras organizações também conta pontos”, afirma Petit. Números e pesquisas comprovam a tendência e podem ajudar no convencimento do board. Um levantamento realizado pela consultoria IDC, por exemplo, mostra que 80% dos executivos brasileiros dizem que iniciativas de TI verde estão crescendo em importância nas suas organizações, e 43% ressaltam que, na hora de escolher um fornecedor, já prestam atenção nas suas ações de preservação ambiental. Há até bem pouco tempo, essa era uma questão distante, mas hoje as vantagens econômicas estão impulsionando os investimentos em sustentabilidade e meio abiente. “Os CIOs e demais diretores das empresas devem estar atentos para antever as oportunidades ligadas ao verde”, afirma Petit. 

Carlos Delpupo, diretor do Instituto Totum, consultoria especializada em projetos de sustentabilidade, afirma que quando um executivo de TI atua de forma consistente em ações de responsabilidade social e projetos ligados ao meio ambiente, sua empresa passa a ser percebida com mais valor pelo mercado e pela sociedade. “O papel do CIO deve ser o de entender onde as operações de sua companhia têm mais efeito no meio ambiente. Assim poderá contribuir para minimizar o impacto com inovações e tecnologia”, diz Delpupo. Um bom começo para o diretor de tecnologia que quer abraçar a causa da preservação é estudar o tema. Algumas instituições têm cursos específicos. A Fundação Dom Cabral, por exemplo, oferece o curso Gestão Responsável para a Sustentabilidade, destinado a empresários, diretores e gerentes que desejam incorporar o assunto em suas práticas de gestão. Os alunos aprendem a usar ferramentas gerenciais que ajudam, na prática, a empresa a ser ecologicamente responsável. 



Bônus ambiental 




Na indústria de alimentos Sadia, os investimentos em TI verde começaram em 2006, quando consolidou 200 servidores em 90 máquinas e virtualizou 5 mil desktops em modelos thin clients. A empresa utiliza papel reciclado nos multifuncionais e começou, em janeiro deste ano, a construir em Vitória de Santo Antão, a 50 quilômetros do Recife (Pernambuco), uma fábrica com emissão zero de carbono para o setor de carnes. 

Marcos Caldas, gerente de TI da Sadia, afirma que a nova unidade agroindustrial deverá ser um modelo no mercado, pois adota avançados processos de tecnologia voltados à questão da sustentabilidade e proteção ambiental. “Na Sadia, todas as vezes que apresento um projeto de tecnologia para a direção, preciso me preocupar com as ações sobre o meio ambiente e apresentar soluções para que não haja agressão. Sustentabilidade é um conceito que já está incorporado na nossa cultura”, diz Caldas. 

No laboratório Fleury, a diretora corporativa de TI, Teresa Sacchetta, tem diretrizes ligadas ao meio ambiente a cumprir, como a redução de energia e de consumo de papel. “Bater as metas de consumo controlado está diretamente ligado à participação nos lucros da companhia. Se uma equipe não alcança os objetivos de redução de energia ou consumo de papel, por exemplo, não recebe o prêmio”, afirma Teresa. A área de TI do Fleury ainda tem a responsabilidade de integrar suas iniciativas a outras áreas do laboratório. “Na maioria dos casos as ações ligadas ao meio ambiente são isoladas. No Fleury, qualquer projeto que seja ecologicamente responsável passa a ser uma regra para todos”, afirma Teresa. 

Com 21 unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o laboratório fez a consolidação e a virtualização de seus servidores, trocou os monitores por telas de LCD, as impressoras por multifuncionais e agora estuda a implementação de terminais thin client nos postos de atendimento. “Temos um banco de idéias ligado a ações de sustentabilidade que analisa cada projeto e sua viabilidade técnica. A maior parte das sugestões vem do departamento de TI”, diz Teresa. 

Na indústria química Carbocloro, o gerente de TI José Carlos Padilha é quem dá suporte aos projetos relacionados ao meio ambiente. “O CIO não pode fazer de conta que não enxerga a importância das ações de sustentabilidade de sua empresa. É preciso acompanhá-las de perto”, afirma Padilha. 

A HP Brasil criou uma área específica para o desenvolvimento de estratégias ligadas ao meio ambiente. Kami Saidi, diretor de operações para o Mercosul e líder do Comitê Green Team da HP Brasil, diz que as organizações esperam de seus CIOs uma ação mais pró-ativa em relação à sustentabilidade. “Na HP, o CIO, que tem um grande poder de decisão, nos envia um projeto piloto com novas idéias. Analisamos a viabilidade e a implantamos”, diz Saidi. 

“Temos, no Brasil, autonomia para desenvolver ações próprias”, diz Saidi. Uma delas foi o Smart Shelf. Trata-se de uma máquina que vende cartuchos para impressoras da marca e recolhe o usado para reciclagem. A ação começou por São Paulo, mas a HP tem planos para instalar o equipamento em todo o país ainda neste ano, afirma Saidi.


Empresas que aderiram ao outsourcing tiveram aumento de receita

Estudo do IBV – Institute for Business Value – da IBM, intitulado “O impacto da terceirização nos negócios” revela que empresas que aderem ao outsourcing registram em dois anos um crescimento de receita 4,3 pontos percentuais maior que o de seus concorrentes diretos que continuam gerenciando sua infraestrutura de TI.

A pesquisa, realizada pela divisão de consultoria da companhia, constatou que essas organizações, além de reduzirem os custos gerais, administrativos e de vendas, alcançaram melhor desempenho em três métricas-chave financeiras: Receita pré-impostos (EBT), Receita operacional e Retorno sobre ativos (ROA).

A análise contou com uma amostra de 244 empresas de diferentes países que iniciaram projetos de terceirização em larga escala entre 2001 e 2006. Todas atingiram um resultado surpreendente. Logo no primeiro ano de contrato, as companhias registraram maior redução de despesas administrativas e de vendas, com índice equivalente a 2,9 pontos percentuais menor que o de seus concorrentes que não contrataram o serviço.

“O estudo reforça que a terceirização é hoje mais do que uma forma de baixar custos operacionais. O outsourcing já é reconhecido como parte relevante da estratégia corporativa, por permitir maior foco dos líderes no core business e também por contribuir positivamente para o balanço financeiro da empresa", comenta a Diretora de Outsourcing da IBM Brasil, Ana Paula Assis.

Ainda de acordo com a pesquisa, em dois anos, as empresas apresentaram um aumento consistente de 3,2% no crescimento de receita operacional em relação à concorrência. Já o retorno sobre ativos teve desempenho 0,13% melhor. “Embora esse crescimento não pareça substancial, a métrica tem como base o lucro líquido dividido pelo total de ativos. Sendo assim, mesmo uma pequena ascensão pode se traduzir em ganhos financeiros significativos”, destaca.

O estudo avaliou também que as empresas não só se destacaram dentro dos seus setores de atuação, mas também se desenvolveram melhor que no período pré-terceirização. No primeiro ano de contrato, as empresas reduziram custos administrativos e de vendas em 3,5 pontos percentuais. Já no segundo, elas aumentaram em 4,5% o crescimento de receita anual quando comparado ao período em que gerenciavam infraestrutura em TI.

TI verde ganha força nas agendas dos CIOs

Além de apoiar-se em questão de sustentabilidade, estratégia toca economia de recursos e redução de custos
O setor de tecnologia contribui com 1,4% das emissões de gases do efeito estufa. Há tendência de dobrar esse percentual dentro de dez anos. Além disso, estima-se que o lixo eletrônico representa 2% do total gerado de resíduos nos Estados Unidos. Talvez, por essas proporções, a preocupação com o meio ambiente vem ganhando espaço nas agendas dos gestores de tecnologia mundo afora.

"TI verde não vem só como uma questão de sustentabilidade, mas como uma oportunidade para redução de custos", defende Renata Serra, diretora de tecnologia da informação Booz & Company. A consultoria apresenta estatísticas consistentes de redução de custos com energia atingida com práticas "sustentáveis".

Renata cita, por exemplo, contribuições entre 5 e 10% com desativação de sistemas, entre 1 e 4% com desligamento de equipamentos e redução de custos de até 35% com práticas de virtualização. A executiva revela que muitas empresas não fazem um diagnóstico preciso de seu ambiente, avaliação de oportunidades, definição de metas até chegar ao case de negócio.

A questão energética é um dos fatores mais importantes, mas deve-se pensar também no descarte dos equipamentos. Já se observa, no mundo, fabricantes adotando padrões verdes, do planejamento a produção, chegando ao tratamento dos resíduos. "Mas, no Brasil, essa questão ainda não foi adotada na integra", comenta, revelando que cada estado e empresa se valem de critérios próprios.

"Os fabricantes de TI sofrem grande pressão para se tornarem compliance com a questão verde", atesta Claudio Martins, CIO da GM para o Mercosul, para sintetizar: "Sustentabilidade virou agenda". Na visão do executivo, o elo mais eficaz para tratar a destinação de descarte e reaproveitamento são os provedores, que construíram e conhecem os elementos que compõem os produtos.

O estabelecimento de estratégias de TI verde precisa, para dar resultados, suporte de governança, para que as corporações não toquem apenas práticas isoladas. "Estabelecer um cronograma é importante", resume Renata, apontando que as decisões dos CIOs devem considerar a vertente sustentabilidade na avaliação dos projetos.

Para ilustrar a questão, em 2002, a GM conduziu um projeto de redução do volume de impressões. A iniciativa contemplou uma redução drástica, de 1,6 mil para 363 equipamentos. "Imprimíamos 51 milhões de páginas e gastávamos 60 milhões em papel", ilustra Martins, citando um cenário de alto consumo e baixa gestão.

Com uma meta de reduzir gastos, a empresa mapeou processo e trocou o modelo de impressão estabelecendo pagamento por página em um centro de custos de impressão por área. Nos últimos oito anos, a montadora registra economia de 168,7 milhões de páginas. Isso em um cenário de expansão de negócios e de postos de trabalho.

A TI e o meio ambiente

A poluição do planeta é potencialmente afetada por meio da produção e do uso de equipamentos de TI. Só em 2006 foram vendidos 6 milhões de computadores de mesa, além de laptops, mp3 players, roteadores, switches e outros equipamentos que são considerados agentes poluidores.

Segundo o Gartner, a indústria de tecnologia da informação (TI) é responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).

A indústria de TI é uma das que mais empregam recursos naturais no processo de fabricação, citando como exemplo a fabricação de um PC, que consome 1.500 litros de água e dez vezes mais o seu peso em combustíveis fósseis. 

As organizações e empresas em geral, no desenvolvimento de suas atividades, além de computadores de mesa, utilizam servidores e outras máquinas que exigem elevado consumo de energia.
O IDC, aponta como pode ser visto na ilustração abaixo, por exemplo, o crescimento dos gastos com energia e refrigeração com a utilização cada vez maior de servidores de rede no mercado americano. Verifica-se inclusive que o custo para energizar e refrigerar os servidores (em verde) em 2008 já é mais alto do que o custo para adquiri-los (em amarelo).


Apesar das controvérsias e da descrença existentes, muitos especialistas acreditam na possibilidade de se reverter esse quadro, apontando caminhos alternativos para a coexistência de crescimento econômico e meio ambiente sustentável. Sugere-se que atitudes concretas sejam pensadas no sentido de reverter essa situação. A adequação das empresas à norma ISO14001, que especifica como administrar o processo de gestão ambiental, pode ser uma maneira de identificar, controlar e monitorar aspectos do meio ambiente.

A utilização de conceitos relacionados a TI verde (Green IT) surge como uma oportunidade para as organizações, que se encontram diante de problemas ambientais a serem solucionados ou evitados.

O que é a "TI Verde"

A green IT (TI verde) é vista como um compromisso das empresas em adotar práticas de gestão que contribuam para a preservação dos recursos ambientais, tais como consumo conciente,desenvolvimento de processos e produtos com menor consumo de energia, responsabilidade pelos resíduos gerados, reciclagem de materiais dentre outros. 

Ao lado é mostrado as capas de veículos diversos tratando da questão do verde nos últimos dois anos.

O termo TI Verde esta relacionado a um movimento mundial que atua na perspectiva do aperfeiçoamento das políticas de descarte de materiais e insumos, na otimização de processos de rotina e na gestão energética para evitar desperdícios. 
Pode ser considerada um conjunto de princípios que orientam o investimento na área da Tecnologia da Informação de forma que a organização, a empresa, esteja comprometida com o futuro do mundo e o bem estar das pessoas. Os estudos acadêmicos sobre TI verde são recentes, porém as práticas das empresas no sentido do enfrentamento dos problemas ambientais já podem ser notados.
Empresas usuárias de sistemas baseados em hardware, software e outras que necessitam da constante atualização de equipamentos eletro-eletrônicos, serviços e recursos que afetam o meio ambiente começam a se mobilizar, adotando práticas de TI verde.

Dentre as medidas adotadas pelas organizações, a redução no consumo de energia é vista como a de maior impacto. Além dos benefícios trazidos ao meio ambiente, a redução no consumo de energia,traz o benefício econômico. A economia de energia é tida como uma das medidas mais lucrativas, podendo ser conseguida com uma gestão adequada de hardware, uma vez que os datacenters, centros de processamento e armazenagem de dados, consomem atualmente o dobro de energia de cinco anos atrás. Nos Estados Unidos o consumo destas estruturas representa cerca de 1,2% do consumo total de energia.

Vários estudos têm sido realizados, visando a melhoria da gestão dos datacenters, os quais recomendam o uso de tecnologias eficientes, especialmente processadores e fontes de alimentação de baixo consumo, software de gerenciamento de energia, servidores que utilizam processadores de mais baixo consumo de energia , virtualização de servidores e melhores práticas de climatização.

Do lado do usuário, a utilização racional dos equipamentos computacionais também pode ser considerada uma medida de TI verde. Isso inclui a substituição dos monitores de CRT pelos de LCD, que utilizam energia elétrica de forma mais eficiente, desligar os monitores e computadores sempre que não estiverem sendo usados, bem como adquirir produtos de fornecedores que se preocupem com a questão ambiental .
O destino dado aos resíduos e equipamentos descartados é outro aspecto a ser considerado. Estes equipamentos que não são mais utilizados, o chamado “Lixo Eletrônico”, acabam se acumulando em depósitos onde podem liberar chumbo, mercúrio e outras toxinas no meio ambiente. Uma medida que pode ser adotada, é a separação da sucata mista da sucata
eletrônica para o encaminhamento a um destino adequado.
A sucata mista (plásticos, gabinetes de computadores, cilindros de impressoras e discos rígidos, baterias de celulares, pilhas dentre outros..) pode ser encaminha a empresas de reciclagem.
A sucata eletrônica – metais ferrosos e metais nobres, tais como cobre dos cabos, fios de alumínio e algumas peças de computadores podem ser enviados às siderúrgicas, para reaproveitamento do material

Outras iniciativas, tais como a redução da emissão de carbono, a redução no consumo de papel, geração de energia alternativa, substituição de materiais em produtos e melhoria de desempenho podem ser encontradas.
A adoção da TI verde além de trazer alternativas que viabilizem os negócios, traz benefícios à imagem das organizações, possibilitando uma resposta aos problemas ambientais enfrentados, bem como contribuindo para a geração de valor. Por exemplo desde 2002 empresas listadas no índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), principal índice do setor, obtiveram valorização superior ao Dow Jones tradicional. Também a escolha de fornecedores esta cada vez mais baseada em fornecedores que levam em conta a preservação ambiental.