sábado, 23 de outubro de 2010

DATACENTER Verde

PARTE 1


Os DATACENTERS são grandes consumidores de energia e portanto fazem parte da iniciativa de green IT (TI Verde). Green IT trata do uso de recursos tecnológicos e políticas que minimizem cada vez mais as agressões ao meio ambiente. Os benefícios da utilização destas práticas estão diretamente relacionados a redução de custos e a imagem.

Estudo do IDC revela que 43% dos executivos partipantes de uma pesquisa escolhem fornecedores que levam em conta ações de preservação ambiental.
As estratégias para os DATACENTERS estão sendo alteradas acrescentando a eficiência energética aos parametros operacionais já conhecidos como disponibilidade, confiabilidade e performance. A iniciativa verde pode ajudar a organização a recuperar a capacidade energética.

DATACENTERS agora utilizam como como carga de TI servidores de alta densidade, montados em RACK que aumentam os pontos de concentração de calor , sobrecarregando os sistemas de refrigeração e tornando a missão de ser verde muito difícil em projetos de instalações (FACILITIES) que foram realizados quinze anos atrás. Estes DATACENTERS projetados ha quinze anos gastam cerca de três vezes mais do que a quantidade de energia exigida pelos equipamentos de TI. Os custos de energia podem ter impacto no TCO do DATACENTER.

O problema é que o custo da energia e do resfriamento só aumenta e representam hoje já 44% do TCO de um DATACENTER. Segundo o UPTIME INSTITUTE o custo para fornecer energia e resfriar servidores é cerca de 1,5 vezes maior do que o custo de compra do software de servidor. 

Também a energia não esta disponível em determinadas zonas porque não existem fontes de abastecimento. A energia gasta em DATACENTERS é da ordem de 1,2% do total de energia gasta nos Estados Unidos.
Ou seja custos de energia sobem, fornecimento em determinados locais é limitado, infra-estrutura de energia e refrigeração esta sendo sobrecarregada e a capacidade destas estruturas de atender as demandas do negócio esta em cheque.


PARTE 2




Os governos e as empresas que fornecem energia estão se mexendo na busca de melhorar o uso da energia. Nos Estados Unidos algumas empresas provedoras de energia já reebolsam parte dos projetos de consolidação de servidores de grandes organizações. Uma delas é a Pacifi Gas and Eletric (PG&E). 

O governo americano na figura da US Environmental Protection Agency (EPA) já esta autorizado por lei a analisar o crescimento do consumo de energia em DATACENTERS. A figura ao lado ilustra um dos DATACENTERS do Google.



Como então transformar o DATACENTER ? 





A IBM sugere que deve-se levar em consideração os seguintes fatores :

- Inventáriar os Sistemas Atuais com consumo de energia e localização
- Ter acesso aos Planos de negócio e crescimento da empresa
- Considerar regulamentações governamentais atuais ou planejadas na região onde se encontra o DATACENTER;
- Verificar políticas de desconto ou incentivos por parte dos provedores de energia;
- Verificar metas globais para redução das emissões de carbono.

Uma análise destes pontos vai permitir que o CIO construa uma lista de oportunidades para extrair o máximo de eficiência energética do DATACENTER. Está análise precisa reconhecer que o negócio muda ao longo do tempo e que a aplicação de um enfoque modular ao novo projeto pode ser a saída. Diversos fornecedores trabalham com produtos que permitem o uso modular tanto na parte de energia e refrigerção como nos próprios equipamentos de TI.





PARTE 3




A responsabilidade pela redução dos gastos com energia normalmente esta na mão do pessoal de engenharia mas isto esta mudando. Logo logo a conta virá para a TI.

O que fazer ? Deve-se fazer um plano de ação para melhoria da eficiência energética. Segundo a IBM as oportunidades incluem :

- Organização racks com alas quentes e frias;
- Impedir que o ar quente volte a circular em arrranjos com alas quentes e frias
- Utilizar resfriamento de baixo custo como água (em alguns países)
- Melhorar a eficiencia dos RACKS utilizando um trocador de calor na parte traseira ou um sistema de racks embutido para dissipar o calor dos equipamentos do tipo blade antes que ele ingresse na sala
- Desfazer bloqueios sob o piso egerenciar o cabeamento
- Assegurar que as aberturas do piso sejam compatíveis com a carga térmica do equipamento
- Considerar a inclusão de retorno por dutos.

A capacidade  e eficiencia dos sistemaas de agua gelada podem ser aumentadas com sistemas de armazenamento termico que armazenam a energia gerada durante a noite, quando os resfriadores operam de forma mais eficiente e depois liberam esta energia durante o dia quando os custos de energia são mais altos.

O suprimento de ar pode ser feito através de sistemas centrais como o HVAC ou unidades CRAC com a cionamento a velocidade variável. O HVAC é mais interessante em maiores instalações que possibilitam tirar proveito do resfriamento a custo zero quando as temperaturas externas são baixas; As unidades CRAC permitem maior flexibilidade no gerenciamento do DC.

Uma empresa também pode utilizar fontes de energia alternativas reduzindo a emissão de carbono. A estratégia passa pela escolha de uma localização pelo DC em regiões cricas em recursos energéticos renováveis.











PARTE 4




Blades e Virtualização podem reduzir as necessidades de consumo do DATACENTER. 

Os blades consomem, segundo a IBM, cerca de 25% a 40% menos de energia do que os servidores 1U. Substituir servidores ativos pode parecer loucura mas é preciso considerar o ganho de processamento dos novos servidores para uma conta de energia muito baixa. Além das economias de espaço.

A virtualização reduz o número necessário de servidores. Servidores usam energia e emitem calor quase da mesma forma : utilizados a 100% ou a 15%. Do ponto de vista da conta de energia , um servidor utilizado a 100% e a 15% consome praticamente a mesma energia e paga a mesma conta. Portanto temos ai uma real vantagem de utilizar a virtuallização. 

Os servidores virtualizados otimizam o uso dos recursos e podem ser utilizados a plena carga. A operação virtualizada é mais resiliente e o provisionamento de recursos feito de maneira automatica. Novos recursos dos softwares de virtualização e do hardware permitem agora gerenciar e otimizar o consumo de energia dos DATACENTERS. Dependendo da carga, servidores virtualizados podem ser desligados em períodos de baixa utilização e religados quando a demanda aumentar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário